quarta-feira, 21 de março de 2012

Água morro abaixo...

Vai lá, Mantega!
Vai lá!
Queima tudo para segurar o dólar a R$ 1,80

Água morro abaixo
Fogo morro acima
E dólar se desvalorizando
Ninguém segura!

terça-feira, 20 de março de 2012

Errou para baixo... bem baixo


Um comentarista escreveu:


Joseph Stalin matou mais de um milhão de russos e a Rússia não tinha um milhão de pessoas ricas. Aquele um milhão era de pessoas pobres (...)

Que isso, companheiro??!
Foram CINQÜENTA milhões de mortos... 50
Um milhão é coisa de amadores...

Hoje ganhei muito dinheiro

Escreveram -me do aeroporto de Atlanta dizendo que acharam uma caixa cheia de dinheiro e que era para mim ir buscar.

Logo em seguida ganhei - sem ter jogado - a loteria irlandesa de emails.

Puxa, sou um cara de sorte.


Todo "risk taker" é um "shit maker"

Matéria do Globo:


***

'WSJ': Frade era aposta de risco

 

As perfurações no campo de Frade eram consideradas uma aposta arriscada, conforme admitiu o próprio presidente para América Latina e África da Chevron, Ali Moshiri, ao "Wall Steet Journal", em uma reportagem publicada em outubro de 2008. Essa reportagem foi citada pelo delegado da Polícia Federal Fábio Scliar em seu relatório sobre o vazamento ocorrido em novembro do ano passado. Moshiri, na ocasião, justificou os riscos lembrando que acabou o tempo das grandes reservas de petróleo fáceis de explorar, conhecidos na indústria como elefantes. "Se você só for atrás de elefantes, nunca vai caçar", disse Moshiri ao "Journal".A reportagem conta que Moshiri estava envolvido com o campo de Frade desde 2001, quando assumiu o cargo após a fusão de Chevron e Texaco. "Era um projeto que foi contestado desde o primeiro dia", contou. A Texaco pretendia construir uma grande plataforma no local, o que Moshiri descartou por ser muito caro.
Moshiri, segundo o "Journal", esperava que o campo de Frade se tornasse um padrão para exploração em locais semelhantes. Mas tinha pressa: para ganhar tempo e dinheiro, ele vetou abordagens convencionais, mais demoradas, e reciclou equipamentos antigos.
A Chevron tentava desenhar um plano de baixo custo quando descobriu que o petróleo não estava em uma "colmeia" de pequenos reservatórios. A colmeia teria tornado a exploração economicamente inviável. A equipe que trabalhava no campo de Frade queria perfurar mais poços para melhor entender o local. Mas Moshiri disse que isso era muito caro e demorado e defendeu a perfuração de menos poços, mais simples e baratos.
Muitos dos engenheiros envolvidos no projeto estavam habituados a locais de fácil exploração e achavam o campo de Frade perda de tempo. Morishi lembrou-os de que esse tempo acabara.

Plataforma tinha 30 anos e foi adaptada para águas profundas

Em agosto de 2004, um diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP) criticou a empresa, dizendo a uma publicação setorial que a Chevron não estava se esforçando para desenvolver o local. Moshiri e uma equipe de engenheiros e geofísicos da Chevron foram ao Rio para uma série de reuniões com a agência. Ele disse ao "Journal" que os técnicos se convenceram.
O plano original da Chevron era perfurar metade dos 19 poços planejados, começar a produzir petróleo, depois estudar os dados por 18 meses antes de perfurar os restantes. Era uma abordagem conservadora. Se os primeiros poços não parecessem bons, a empresa poderia desistir dos outros e reduzir as perdas.
Mas, enquanto os geólogos da Chevron aconselhavam a ir devagar, Moshiri decidiu, em meados de 2005, apostar alto no campo de Frade. Eles perfurariam todos os poços, um atrás do outro, sem intervalo. "Este é nosso trabalho, assumir riscos", afirmou Moshiri.
Temendo perder a oportunidade de explorar o local, Moshiri decidiu correr. A Chevron foi atrás de uma plataforma. Em novembro de 2005, conseguiu uma para adaptação.
A Sedco 706, construída em 1976, não era adequada para a moderna exploração em águas profundas e nem estava operando. A Chevron propôs à dona da plataforma, a Transocean, um contrato de três anos, de US$ 315 mil por dia, se esta adaptasse a Sedco — citada no relatório da PF — para o serviço. A Transocean concordou. Para levar a plataforma ao local, a Chevron recorreu a outra quase-sucata: o navio-tanque Lu San, cuja vida útil começara nos anos 1970, com o armador grego Aristóteles Onassis.
No fim, o "Journal" lembra que permaneciam dúvidas sobre o campo de Frade. "Apesar de anos de modelação computacional, a Chevron não sabe quanto óleo as rochas contêm ou a localização exata do reservatório".

segunda-feira, 19 de março de 2012

Este ridículo pais do Futebol (do Coturno Noturno)

Do blog do Coturno Noturno, ou Coturno Leaks, whatever... Excelente texto:

Duas leis estão na pauta da Câmara. A Lei Geral da Copa e o Código Florestal. Este ridículo país do futebol não para de discutir se deveria ser permitido ou não vender cerveja dentro dos estádios, no breve período da competição. Como se isto fosse uma discussão que enriquece ou empobrece o país. Como se isto fosse um debate estratégico para o futuro. Como se isto fosse resolver o problema do alcoolismo ou fosse deixar alguém mais perto ou mais longe do céu. Ora, este país vende cerveja para menores em posto de gasolina e em porta de escola, que morrem aos milhares alcoolizados a cada ano, em brigas de torcidas organizadas ou em acidentes de trânsito. A discussão da cerveja fica irrelevante quando comparada com a necessária aprovação do Código Florestal. Ele atinge a vida de milhões de trabalhadores e produtores brasileiros, pois a agropecuária representa 1/4 do PIB e 1/3 dos empregos. A nova lei ambiental tem impacto direto na redução da fome no Brasil e no mundo pois, é óbvio, se a produção for reduzida pelo ambientalismo brutal que vigora em nosso país, o preço dos alimentos vai subir. É revoltante ver um país pensando na cerveja antes de pensar na cevada, no trigo, no arroz e nos cereais indispensáveis para a sua fabricação. Um pais que não percebe que o leite vem da vaca que pasta no campo e não da caixinha de tetrapack da gôndola do Carrefour. Um país que discute uma lei para 30 dias, dando-lhe a mesma importância de uma lei para 30 anos, que retira das costas do agricultor brasileiro um passivo de 300 anos. Um ridículo país do futebol. Um país que não tem a mínima noção de ordem de importância para o seu crescimento, para a sua transformação em verdadeira nação

http://coturnonoturno.blogspot.com/2012/03/este-ridiculo-pais-do-futebol.html

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eu não vim falar de Lula, eu vim enterrar Lula

Eu não vim falar de Lula,
Eu vim enterrar Lula
Porque o mal que um homem faz
Permanece neste mundo
Mas o bem que ele fez
Leva para o túmulo

***

Singela adaptação de Júlio César de Shakespeare neste quinze de março. Ainda que o justo fosse:

Eu não vim falar de Haddad,
Eu vim enterrar a candidatura do Haddad
Porque o kit-gay que um homem faz  no MEC
Permanece corrompendo a juventude
Mas o bem que ele fez
No caso de Haddad, existe?
Duvido!!!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PSDB e PT, atitudes comparadas

Recebi hoje. Dar ampla divulgação. Quem sabe o recado não chega no Sergio Guerra, Aecio, Serra, Alckmin, FHC que estão entregando o pais ao PT!!! Queremos oposição!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Excelente texto sobre o assasinato de Celso Daniel

Reynaldo Rocha (Via Blog do Augusto Nunes)
O assassinato de Celso Daniel é certamente o assunto mais sério de todo o histórico que o PT deixa como herança ao Brasil. Trata-se de homicídio. O segundo. O prefeito de Campinas, Toninho do PT, já havia sido assassinado em circunstâncias jamais inteiramente explicadas. Haveria alguma ligação?
Fico tentado a comentar a baixeza moral de amigos e da ex-companheira do ex-prefeito de Santo André. A alegria incontida de ambos ao montar a farsa que tentava inocentar, a priori, os possíveis envolvidos.
Deixo este julgamento moral para cada um. As palavras com que se referem ao morto são tão intensas que não precisam de adendos para ter-se a certeza do tipo de amigos e esposa que Celso Daniel teve que suportar. Para que este julgamento moral seja feito, é essencial que se conheça os detalhes aqui expostos. E as gravações aí estão. Os petistas e asseclas, tão presentes na defesa do indefensável, desta vez têm em mãos o que sempre cobram: gravações. Inverteu-se a lógica da investigação no Brasil. É necessário gravar os envolvidos.
Parece que somente esta prova – desprezando documentos, evidências, etc. – tem validade. Neste caso, temos as gravações. Insisto: cada um faz o julgamento moral destas tristes figuras usando a própria régua e compasso que tem na vida. O que importa é o julgamento efetivo – jurídico – de indiciados, mandantes e daqueles que, sabendo dos fatos, se calaram. Todos os procedimentos são tipos penais existentes no Código Penal. O crime de homicídio na lei brasileira é de ação pública. Cabe ao Ministério Público buscar a justiça e propor ações contra suspeitos ou envolvidos. Foge do desejo até de vítimas. É a sociedade que exige – acima de partidos, ex-esposas e amigos – a apuração dos fatos. Este procedimento é a garantia de punibilidade nascida do estado de direito. Inegociável.
As gravações são elucidativas. Não se esperava que o famigerado marginal Sombra confessasse o achaque a empresários de Santo André, o esquema de envio de dinheiro, o roubo de parte deste dinheiro (ladrão que rouba ladrão…) e o homicídio. Mas causa surpresa a desenvoltura om que os personagens tratam do assunto e do tema central das conversas. Não se ouve uma palavra de revolta pela execução de Celso Daniel. Nenhuma palavra de consolo a uma viúva traumatizada pelo assassinato do ex-marido. Sem ironias. Nenhuma expressão de consternação. Absolutamente nada.
Já vimos manifestações de pesar até pela morte de marginais. De revolta, quando inocentes são assassinados. Neste caso, a vítima é somente "o cara". Isso não é indício suficiente para que suspeitemos do envolvimento dos parceiros?
Para além do comportamento dos que foram gravados – que pode ser debitado, em uma defesa em tribunal, à falta de caráter e canalhice e, portanto, não provariam o envolvimento no crime, mas um óbvio desvio ético – o conteúdo das conversas não deixa margem para qualquer dúvida. Estavam articulando uma defesa que recaísse sobre o principal suspeito, o criminoso Sombra.
Para que defesa? Por que defesa? O objetivo mais correto não seria a descoberta dos culpados (e não ocultação de suspeitos) e a punição dos assassinos? Há detalhes em um crime mal planejado – este é um deles – que são contundentes.
O carro blindado de Sombra apresentou um defeito que o impediu de continuar circulando mesmo em fuga? A perícia diz que não. Qual defeito fez com que as portas do Mitsubishi fossem destravadas? De novo, a perícia não descobriu qualquer defeito. Entre o motorista e o acompanhante, qual a razão da escolha do carona? Por que o motorista foi deixado no local, ileso, com possibilidades de acionar a polícia de modo imediato? Qual foi o valor pedido de resgate? Zero. Nunca foi feito algum pedido. Por que a preocupação com as calças do "cara"? Por que ao passar pelo apartamento, o "cara" trocou de calças? No mesmo apartamento onde estavam documentos que desapareceram?
Qual solidariedade foi prestada aos irmãos da vítima por parte dos articuladores da armação? O que vem a ser "destilar ressentimentos"? Quais? E o que leva irmãos a apontar suspeitos e expor situações que presenciaram e que podem ter ligações com o assassinato?
Seria desejo de justiça – comum aos seres humanos normais – ou desejo de vingança? Contra o que ou contra quem? São ambos desequilibrados que não merecem credibilidade? São menos credíveis que o Sombra, por exemplo?
A conclusão óbvia é: mesmo com estas evidências, Gilberto Carvalho et caterva nunca se interessaram pela elucidação do crime. Antes, com a ocultação de provas, com "armações" (como dito nas gravações), com entrevistas (com o amigo de todas as horas – Sombra- e a pobre e inconsolável ex-esposa), com a contratação de um criminalista e com a necessidade de "acalmar" o principal suspeito.
Não são ilações. São fatos. Gravados.
Pela lógica forense, na área criminal, a primeira pergunta que se deve fazer é: a quem interessa o crime? Pelas gravações, temos a certeza de interesses na defesa do principal suspeito e na ocultação de provas, como o caso das calças do "cara". Esta ação de acobertamento atendia a outros interesses?
Por muito menos evidências, até coronéis da PM já foram presos. Alguém duvida que, se essas gravações dissessem respeito a qualquer um dos comentaristas deste espaço, a prisão já teria sido decretada?
Qual é a acusação que o PT e milicianos farão a quem não se conforma com esta omissão criminosa? Buscarão exemplos de "queimas de arquivo" no passado, para brandir o argumento de "somos todos iguais"? Ou que é uma armação da Polícia Federal? Ou, ainda, que Celso Daniel encomendou a própria morte para incriminar adversários?
Não se trata de minorar crimes anteriores e diários – roubos, corrupção, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, peculato, fraude fiscal, etc – cometidos pelo mesmo grupo que tomou de assalto o poder no Brasil. São passíveis de punição, garantido o direito amplo de defesa e o justo processo legal. E exigimos apuração.
Porém, neste caso escabroso, estamos falando de homicídio. Do crime que mais afronta a sociedade e o cidadão. De queima de arquivo. De um crime cometido para acobertar outros, o que é uma agravante no Código Penal Brasileiro. Que os personagens dessas gravações tenham o direito à defesa plena e justa para se livrarem das suspeitas ou até – quem sabe? – de condenações. Para tanto, contudo, há que se ter um processo legal instaurado.
Assim como é direito dos suspeitos terem plena defesa, é direito de todo o país exigir esclarecimentos, julgamento e punições. No devido espaço para isso, que é o Poder Judiciário. É o que todos queremos e esperamos.
Não se pode é tapar os olhos, fechar os ouvidos e aceitar que tudo está esclarecido. Não, não está.
Sei que são expectativas com pouca – ou nenhuma – chance de realização. Afinal, nem mesmo esclarecimentos o principal articulador da "armação" se dispôs a fornecer (não sou eu que digo, é o que se ouve nas gravações). O que já é mais um indício.
Quem cala não tem o que dizer em sua própria defesa.