quarta-feira, 3 de março de 2010

Tancredo dá coices na sepultura. Agora danou-se meeeesmo...




Aécio Neves: Quem nasceu para Judas, nunca vira São João aos pés da cruz...

Triste, mas verdadeiro

Quando Catão dizia que a reconciliação entre Pompeu e Crasso, por César, iria afundar a República, ninguém deu bola. Mais tarde viram que Catão foi um profeta, sendo um dos poucos em Roma com uma visão clara do que ocorreria.

O Brasil tem seu Catão, que, como Cassandra, é um profeta que ninguém acredita. Chama-se Olavo de Carvalho. Este texto é um daqueles que rezo que Olavo esteja errado, apesar de ter sempre acertado em sua análise política. Eu não vejo evidência alguma que Olavo esteja errado no que escreve aqui, o que é pior e mais me angustia.

Pensem nisso


Olavo de Carvalho
Diário do Comércio, 5 de janeiro de 2010


Um dos traços constantes da vida brasileira é a coexistência de dois tipos de política heterogêneos e incomunicáveis: de um lado, a política "profissional" cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos, compreendidos como posições privilegiadas para a conquista de benefícios pessoais ou grupais (acompanhados ou não de boas intenções de governo); de outro, a política revolucionária, empenhada na conquista do poder total sobre a sociedade e na introdução de mudanças estruturais irreversíveis.

A segunda usa ocasionalmente os instrumentos da primeira, mas sobretudo cria os seus próprios, desconhecidos dela. Os "movimentos sociais", o adestramento de formidáveis massas militantes dispostas a tudo, a ocupação de espaços não só na administração federal mas em todas as áreas estrategicamente vitais e, last not least, a conquista da hegemonia cultural estão entre esses instrumentos, que para o político "profissional" são distantes e até incompreensíveis, tão obsessiva e autocastradora é a sua concentração na mera disputa de cargos eleitorais.

As próximas eleições presidenciais vão opor, numa disputa desigual, as armas da política revolucionária às da política "profissional". Estas últimas consistem apenas nos meios usuais de propaganda eleitoral, enquanto as daquela abrangem o domínio sistêmico de todos os meios disponíveis de ação sobre a sociedade: o político "profissional" tem a seu favor apenas os eleitores, que se manifestam uma vez a cada quatro anos e depois o esquecem ou passam a odiá-lo. O revolucionário tem a vasta militância organizada, devotada a uma luta diária e constante, pronta a matar e morrer por aquele que personifica as suas aspirações.

Nas últimas décadas a expansão maciça da política revolucionária colocou os políticos "profissionais" numa posição de impotência quase absoluta, que reduz a praticamente nada as vantagens de uma eventual vitória nas eleições.

Se eleito, o Sr. Jose Serra terá de comandar uma máquina estatal dominada de alto a baixo pelos seus adversários, a começar pelos oito juízes lulistas do Supremo Tribunal Federal. O PT e seus partidos aliados comandam, além disso, uma rede de organizações militantes com alguns milhões de membros devotos, prontos a ocupar as ruas gritando slogans contra o novo presidente ao primeiro chamado de seus líderes. Comandam também o operariado de todas as indústrias estratégicas e a rede de acampamentos do MST espalhados ao longo de todas as principais rodovias federais e estaduais: podem paralisar o país inteiro da noite para o dia. Reinam, ademais sobre um ambiente psicossocial inteiramente seduzido pelos seus estereótipos e palavras de ordem, a que nem mesmo seus mais enfezados inimigos ousam se opor frontalmente.

Somente a política revolucionária entende o que é o poder na sua acepção substantiva. O velho tipo do político "profissional" entende apenas a disputa de cargos, confunde o mandato legal com a posse efetiva do poder. Sem militância, sem ocupação de espaços, sem guerra cultural, não há domínio do poder. Fernando Collor de Mello pagou caro por ignorar essa distinção elementar: confiou na iniciativa espontânea de seus eleitores – massa espalhada e amorfa, incapaz de fazer face à força organizada da militância.

Não vejo no horizonte o menor sinal de que os adeptos do Sr. José Serra tenham aprendido a lição: hipnotizados pela esperança da vitória eleitoral, não vêem que tudo o que estão querendo é colocar na presidência um homem isolado, sem apoio militante, escorado tão somente na força difusa e simbólica da "opinião pública" -- um homem que, à menor sombra de deslize, terá contra si o ódio da militância revolucionária explodindo nas ruas e será varrido do cenário político com a mesma facilidade com que o foi o ex-presidente Collor.

Há pelo menos vinte anos venho advertindo aos próceres antipetistas que o voto, ainda que avassaladoramente majoritário, não garante ninguém no poder: o que garante é militância, é massa organizada, disposta a apoiar o eleito não só no breve instante do voto mas todos os dias e por todos os meios. Vejam a situação da governadora do Rio Grande do Sul e entenderão o que estou dizendo: quando a oposição se vangloriou de ter "varrido o PT do Estado gaúcho", não percebeu que o expulsara somente de um cargo público.

Não desprezo as vitórias eleitorais, mas sei que, por si, elas nada decidem a longo prazo. E não vejo que, até agora, as forças de oposição tenham tomado consciência disso.

terça-feira, 2 de março de 2010

Serra Cuntactor

Comentei no post passado sobre Quinto Fábio Máximo Cuntactor, o Contemporizador, comparando sua falta de carisma com o carismático Cipião. Enquanto toda Roma urgia para atacar logo Aníbal (e provavelmente ser derrotado), com sangue frio Fábio segurava as pontas. Aníbal desejava confronto. Fábio não deu a ele o que desejava.

Quer alguém mais Cuntactor que Serra?

Manifesto chapa pura Serra-Aécio



Eu não sei quanto a vocês, mas o sorriso do Serra me deixa mesmerizado



***

Olha, para ser franco, preferiria que o vice fosse do DEM, que é fortemente superior ao PSDB ideologicamente (e ainda assim está longe do que deveria ser). Mas reconheço que o PT jogou muito bem e enfraqueceu o DEM. Temos de ser pragmáticos. O importante é derrotar o PT com todas as forças.

***

Tenho que admitir que o Serra não é carismático. Mas o Lula ai é carismático e veja o lixo que estamos. Não queremos carismáticos, queremos administradores. Quero um Fábio Máximo Cuntactor que vença Aníbal sem brilho, mas vença. O carismático Cipião não seria vitorioso em Zama sem a luta inglória de Máximo... a República precisava do tedioso Máximo...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Lembranças e alertas

Sexualidade: não pergunte nada, não diga nada

Quando estava na faculdade e chutava a bunda dos petralhas no CA escrevendo na revista, uma vez um grupo chamado "Sou sim e dai?" mandou por webmail um manifesto para ser publicado supostamente a favor dos gays da faculdade, cheios de orgulho e mandando sairem do armário. Como não se identificou, não publicamos. Mas evidentemente era para nos desmoralizar, enviados pelos petralhas do CA.

Hum... estou vendo esta história parecida num grupo de discussão. O que você faz na cama não te define politicamente.

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

Ziraldo na ABL? Dedo do Meio (não do Mindlin) para ele!


Dedinho do meio pro Ziraldo Bolsa-Ditadura, não o do Mindlin



Via Blog Alerta Brasil, notícia do Lauro Jardim



Já começou a campanha pela vaga aberta na Academia Brasileira de Letras com a morte de José Mindlin. Ontem, antes mesmo do enterro do imortal bibliófilo, Ziraldo já telefonava para acadêmicos. Comunicou que era candidato - embora não tenha pedido votos.



Há tempos Ziraldo vem rondando a ABL, insinuando-se e frequentando seus eventos - na sexta-feira, por exemplo, almoçou ali com o presidente Marcos Vilaça e outros acadêmicos, como Tarcísio Padilha e Domício Proença. (Lauro Jardim)

Será encerrado o Blog que noticiava os ilícitos e fraudes com as loterias da Caixa Econômica Federal

Leia mais pelo próprio autor

***

Quero ver os advogados da paquidérmica Caixa virem me pegar, EU SOU FILIADO À ANABA!!!

Lula entrega os petistas para manter a Coroa

Excelente análise do blog Coturno Noturno

A imprensa não fala da fritura que Lula está promovendo no PT. Frita Tarso Genro no Rio Grande do Sul, oferecendo a sua cabeça em troca do apoio de José Fogaça(PMDB-RS). Vai fritar Ideli Salvatti(PT-SC) em Santa Catarina, bastando um sinal do governador Luiz Henrique e do PMDB ou mesmo do PP de Ângela Amin. Já fritou o PT em São Paulo, oferecendo o estado para Ciro Gomes(PSB). Está pressionando Aécio Neves a não ser vice de Serra, dando em troca a desistência de José Alencar(PR) do senado e do petista mensaleiro Fernando Pimentel para governo do estado. Ficaria tão somente o pangaré Hélio Costa(PMDB) na corrida, abrindo caminho para Aécio fazer o seu sucessor. Está torrando o PT no Pernambuco e por aí vai. O PT descobriu as maravilhas do Planalto Central, os seus mensalões, os seus fundos de pensão, as delícias das estatais. Para manter a Coroa, está entregando as capitanias para os adversários. É o PT mais fisiológico do que o PMDB.